Interagindo com o mundo
Quanto a questão do livro
digital podemos ver de um ângulo contemporâneo em que o digital prevalece na
vida cotidiana das pessoas e principalmente dos jovens que já nasceram com essa
mídia em vigor, enquanto a literatura impressa não atrai tanto. Os que ainda
utilizam esta mídia a fazem de modo a utiliza-la para a literatura fantástica e
pouco proveitoso para os estudos científicos.
Os livros digitais permitem uma forma de não
acumular espaço nos cômodos de apartamentos cada vez menores e aproveitar que
as pessoas vivem mais conectadas discutindo e analisando pontos de vistas
diferentes para se chegar a um determinado consenso em relação aos mais
variados temas e ser uma forma de conquistar pessoas para um aprofundamento de
temas que podem despertar novos conhecimentos ou mesmo questionar os
existentes.
Chegou-se a determinar o fim
do livro físico com propagandas do livro digital, mas ambas as mídias podem
conviver sem excluir a outra. Nada no campo da literatura e dos discursos podem
ser taxados como absolutos ou deterministas, pois assim como existem jovens que
preferem o livro físico, existem pessoas de mais idade preferindo ler nas
plataformas digitais e isso não é de estranhar, pois os livros digitais trazem
vários recursos que as pessoas de mais idade para conseguirem fazer no livro
físico teriam despesa em relação a marcadores e outras funções que provocavam
custos e ainda existia o peso de se levar o livro, por exemplo, um dicionário
para quem levava a sério as leituras.
O livro digital traz a
comodidade, mas afeta a visão de alguns e isso é o que mais se questiona na
questão de sua leitura, pois o brilho da tela de um computador ofende a vista
de algumas pessoas. A forma como o professor deve utilizar o livro digital em
escolas públicas deve ser feito com prudência, pois, geralmente, os alunos
advindos de classes sociais excluídas economicamente nem sempre tem um aparelho
moderno e que suporte os aplicativos de acesso a livros digitais. No entanto a
explicação da forma como a plataforma é usada não precisa ser adiada ou
excluída, apenas recomenda-se um discernimento no modo e na forma de falar a
respeito, sabendo que nem todos possuem o mesmo acesso a determinados bens.
Ana Lucia B. Silva
Eduardo Cipriano
Carlos Gleidson Feitosa e Silva
Eduardo Cipriano
Carlos Gleidson Feitosa e Silva

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